Quando o USDT não é o que parece: Detectando e prevenindo fraudes com stablecoins
Em Breve
USDT falso é uma ameaça crescente no mundo das criptomoedas, pois golpistas criam stablecoins falsificadas que parecem genuínas, causando perdas financeiras a menos que os usuários verifiquem o contrato inteligente e os saldos da carteira.
A ascensão das criptomoedas tem sido acompanhada por esquemas de fraude cada vez mais sofisticados. Uma das ameaças mais proeminentes são as stablecoins falsificadas, criadas para imitar o Tether (USDT). De acordo com especialistas em blockchain, o USDT falso é uma fonte crescente de prejuízo financeiro tanto para indivíduos quanto para empresas.
Um caso recente destaca o perigo. Um cliente contatou uma corretora de criptomoedas solicitando um saque. Sua Trust Wallet exibia um saldo de 34,967 USDT na rede BEP-20, recebido de um serviço terceirizado. Quando o cliente tentou uma pequena transferência de teste de 50 USDT para a corretora, a transação foi marcada como "bem-sucedida" no blockchain, mas os fundos nunca chegaram.
A investigação revelou que o saldo total em dólares da carteira permanecia em apenas US$ 0.40, apesar do saldo aparente em USDT. Uma verificação do contrato inteligente do token confirmou o problema: o endereço do contrato não correspondia ao endereço oficial da Tether. O cliente possuía um token sem valor real, e a perda ocorreu no momento do recebimento.
Como funcionam os golpes com USDT falso e como identificá-los
Ais Dorzhinov, Co-fundador da Sistemas de correspondência, explicou que esses golpes exploram um mal-entendido comum sobre a tecnologia blockchain.
“Muitas pessoas acreditam que as criptomoedas não podem ser falsificadas”, disse o especialista. “Na realidade, os golpistas não invadem a blockchain — eles criam novos tokens com o mesmo nome, símbolo e até mesmo o mesmo ícone. A diferença está no endereço do contrato inteligente, que a maioria dos usuários nunca verifica.”
Como a maioria das carteiras exibe os tokens pelo nome em vez do endereço do contrato, os usuários podem ver "USDT" e presumir que seja legítimo. Em muitas carteiras, incluindo a Trust Wallet, as informações do contrato ficam ocultas na interface, facilitando que golpistas se aproveitem da semelhança visual.
Ais Dorzhinov descreveu vários esquemas comuns que exploram USDT falso. Transações ponto a ponto e de balcão são métodos frequentes, nos quais um comprador transfere tokens falsificados como pagamento por bens ou criptomoedas. Os vendedores podem liberar o ativo verdadeiro antes de perceberem que o USDT recebido não tem valor. Outras táticas incluem ofertas não solicitadas. airdropque acionam permissões maliciosas em contratos inteligentes, interfaces manipuladas em sistemas fraudulentos DeFi plataformas e golpes de investimento em que os projetos inicialmente pagam em USDT real, mas depois mudam para tokens falsos. Os golpistas também se fazem passar por corretoras por e-mail, solicitando "taxas de limpeza" após saques falhados, que, segundo o especialista, são sempre fraudulentas.
Segundo o especialista, detectar USDT falso requer apenas alguns passos simples. O primeiro é verificar o saldo total em USD da carteira após receber os tokens — se não aumentar proporcionalmente, o token pode ser falsificado. Outro sinal de alerta é uma entrada duplicada de USDT sem preço em dólares ou com um ícone cinza, enquanto o USDT genuíno sempre exibe US$ 1.00 com o símbolo verde ₮.
O método mais confiável, ele enfatiza, é verificar o endereço do contrato inteligente. Os endereços oficiais do USDT estão listados publicamente no site da Tether e nas principais plataformas de dados de criptomoedas. Os usuários podem comparar o endereço em sua carteira com um explorador de blockchain como Etherscan, Tronscan, BscScan ou PolygonScan. Para USDT autêntico, as transações exibirão um valor equivalente em USD; tokens falsos não mostram valor.
Protegendo-se e mitigando perdas
Ais Dorzhinov recomenda que indivíduos e empresas tomem precauções rigorosas. Os usuários devem confirmar o saldo total em USD de suas carteiras e verificar o contrato antes de concluir transações P2P, evitar interagir com tokens não solicitados e desconfiar de projetos que prometem retornos garantidos. Empresas como corretoras, mesas de negociação OTC e plataformas P2P devem implementar verificação automatizada de contratos, treinar regularmente suas equipes sobre golpes em constante evolução e manter procedimentos de monitoramento e resposta a incidentes.
Uma vez recebidos USDT falsos, as opções de recuperação são limitadas, pois as transações em blockchain são irreversíveis e os golpistas movimentam ativos rapidamente. Dorzhinov alerta contra os chamados "agentes de recuperação" que oferecem a recuperação de fundos roubados mediante pagamento, pois geralmente se tratam de golpes secundários. Em vez disso, as vítimas devem documentar todos os dados, denunciar o ocorrido às autoridades policiais, notificar a corretora e fornecer informações a empresas especializadas como a Match Systems, que podem monitorar endereços e, potencialmente, congelar fundos caso ainda estejam em circulação.
“USDT falso é uma ameaça generalizada porque os usuários confiam no que veem na tela”, destacou Ais Dorzhinov. “A proteção é simples: sempre verifique o saldo total em USD da sua carteira e confirme o endereço do contrato inteligente em um explorador de blockchain. Nunca libere bens, serviços ou criptomoedas até confirmar que o ativo é genuíno”, acrescentou.
Aviso Legal
Em linha com a Diretrizes do Projeto Trust, observe que as informações fornecidas nesta página não se destinam e não devem ser interpretadas como aconselhamento jurídico, tributário, de investimento, financeiro ou qualquer outra forma. É importante investir apenas o que você pode perder e procurar aconselhamento financeiro independente se tiver alguma dúvida. Para mais informações, sugerimos consultar os termos e condições, bem como as páginas de ajuda e suporte fornecidas pelo emissor ou anunciante. MetaversePost está comprometida com relatórios precisos e imparciais, mas as condições de mercado estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.
Sobre o autor
Alisa, jornalista dedicada do MPost, é especializada em criptomoedas, IA, investimentos e no vasto campo de Web3. Com um olhar atento às tendências e tecnologias emergentes, ela oferece uma cobertura abrangente para informar e envolver os leitores no cenário em constante evolução das finanças digitais.
Mais artigos
Alisa, jornalista dedicada do MPost, é especializada em criptomoedas, IA, investimentos e no vasto campo de Web3. Com um olhar atento às tendências e tecnologias emergentes, ela oferece uma cobertura abrangente para informar e envolver os leitores no cenário em constante evolução das finanças digitais.



