HSC Asset Management Hong Kong: Por dentro da reestruturação dos investimentos na Ásia, com a convergência de capital, criptomoedas e mercados privados.
Em Breve
O painel da HSC Hong Kong explora as mudanças nos investimentos asiáticos, os fluxos de capital e a evolução do capital privado, destacando a abertura da China, os ciclos de crise e a ascensão do investimento global baseado em parcerias.

Em 23 de abril, Gestão de Ativos HSC Em Hong Kong, foram reunidos líderes do setor para examinar o cenário em evolução das criptomoedas e das finanças institucionais.
Entre os principais temas de discussão, destacou-se um bate-papo informal intitulado "A visão de um especialista sobre o cenário de investimentos na Ásia", que explorou as forças que estão remodelando os mercados de capitais globais na interseção entre as finanças tradicionais e digitais.
Nesta conversa, Allan Liu, Presidente Global da AIC, compartilhou sua perspectiva com Vadim Krekotin, Sócio-Gerente do HSC Asset Group, oferecendo uma análise aprofundada de como os fluxos de capital, as estratégias de investimento e as estruturas de mercado estão evoluindo na Ásia e em outras regiões.
Lições da abertura da China: Construindo confiança antes do capital
A conversa começou com um relato reflexivo do início da era das reformas na China, usando a carreira de um dos palestrantes como lente para entender como as principais transições de mercado têm início. A ideia central era que a formação significativa de capital raramente começa apenas com dinheiro. Começa com informação, confiança e uma narrativa crível que permita aos estrangeiros acreditar em um mercado desconhecido. No início da década de 1980, quando os investidores estrangeiros quase não tinham dados, não havia leis claras e havia pouco conhecimento sobre os consumidores chineses, o palestrante descreveu a construção da tese de investimento setor por setor por meio de pesquisa, relatórios e contato direto com empresas e governos globais.
Essa abordagem ajudou a transformar a incerteza em convicção. Ao publicar estudos independentes sobre o ambiente de investimento da China e persuadir empresas multinacionais a permanecerem engajadas após choques políticos, ele argumentou que o verdadeiro trabalho não era apenas atrair capital, mas viabilizar o capital de longo prazo. A mensagem era que os mercados se abrem quando as instituições finalmente conseguem enxergar como operar dentro deles.
Do investimento estrangeiro ao capital privado
A discussão então passou para a próxima etapa de sua carreira: trazer capital para a China, em vez de simplesmente trazer empresas. Depois de ajudar a estabelecer a lógica para o investimento estrangeiro direto, ele voltou sua atenção para o capital privado, porque o país precisava não apenas de multinacionais, mas também de capital para apoiar seus próprios empreendedores e empresas nacionais. Esse segundo salto foi descrito como igualmente importante, pois marcou uma transição do acesso ao mercado para a construção do mercado.
Ele lembrou de ter ajudado a apresentar o capital privado como modelo de negócio aos formuladores de políticas chineses no início da década de 1990, contribuindo, por fim, para a criação do primeiro fundo de capital privado genuíno na China. Segundo ele, isso não foi apenas uma oportunidade de negócio, mas uma resposta a um sistema financeiro sob pressão. A crise no setor bancário, a inadimplência e a fragilidade sistêmica criaram a necessidade de um modelo de alocação de capital mais flexível e disciplinado. Sua conclusão foi que o capital privado obteve sucesso porque preencheu uma lacuna estrutural.
Crise como oportunidade, disciplina como sobrevivência.
Um tema central ao longo da conversa foi como as crises remodelam os mercados. Com base na crise financeira asiática, na crise financeira global, no aperto do crédito e em outros ciclos, o palestrante argumentou que cada recessão tem suas próprias características, mas um princípio sempre se repete: a crise cria oportunidades para aqueles que têm disciplina e paciência. Ele descreveu como muitas das principais empresas de private equity na Ásia surgiram por volta do ponto mais baixo do ciclo de 2008-2009, quando os preços dos ativos estavam baixos e o capital podia ser aplicado com sabedoria.
Seu conselho era direto. Os investidores nunca devem pagar caro demais, nunca presumir que um pico irá durar e nunca deixar que o otimismo substitua a disciplina. Em sua visão, os melhores investidores de private equity não são os que agem mais rápido durante um boom, mas sim os que mantêm a disciplina na entrada, permanecem pacientes ao longo do ciclo e saem quando as condições são favoráveis. Para ele, essa filosofia tem se mantido consistente ao longo de décadas e regimes de mercado.
Nova Geografia da Capital
A conversa então se ampliou para o momento atual, que ele descreveu como uma reconfiguração global das regras comerciais, tarifas, alianças e fluxos de capital. Nesse contexto, ele alertou que um mandato de investimento exclusivamente na China está se tornando cada vez mais restrito e arriscado demais para muitos alocadores globais. Os investidores institucionais, especialmente no Ocidente, estão agora mais cautelosos em relação à exposição à China, enquanto os gestores de fundos enfrentam pressão para estruturar seus portfólios levando em conta essas preocupações.
Sua resposta foi a adaptação. Em vez de tentar forçar estruturas de fundos antigas em um novo mundo, os gestores precisam criar veículos flexíveis, mandatos separados e parcerias personalizadas. Ele também enfatizou a importância de "explorar o tema da China" sem necessariamente investir diretamente no país. Isso significa ajudar as empresas chinesas a se expandirem internacionalmente, construir ecossistemas em outras regiões e apoiar parcerias industriais e tecnológicas transfronteiriças.
A Nova Lógica da China Emissiva
Uma das ideias mais marcantes da discussão foi a de que, hoje em dia, o capital muitas vezes precisa acompanhar a tecnologia, a produção e as parcerias locais. O palestrante argumentou que as empresas chinesas em setores como transformadores, infraestrutura digital e manufatura avançada só podem ter sucesso no exterior se adaptarem ao mercado local. Em mercados como o Oriente Médio, a Europa ou a América do Norte, as empresas não podem simplesmente exportar um produto e esperar sucesso. Elas precisam construir cadeias de suprimentos locais, firmar parcerias com empresas locais e se adaptar às normas locais.
Esse ponto levou a uma reflexão mais ampla sobre o próprio papel do capital privado. Nessa nova fase, o capital privado não se resume a emitir um cheque. Trata-se de construir um ecossistema completo: capital, fornecedores, tecnologias, clientes e parceiros. O investidor torna-se um catalisador, mas também um construtor de pontes.
Ásia, GCC e o futuro do capital de parceria
A última parte da conversa focou no aprofundamento da relação entre a Ásia e o Golfo. O palestrante descreveu tanto os fluxos de entrada quanto os de saída como parte de uma reconfiguração mais ampla do capital global. Os investidores do Golfo querem acesso a gestores e tecnologia asiáticos de ponta, enquanto as empresas asiáticas precisam de capital e acesso ao mercado nos países do Golfo. Mas, novamente, a mensagem foi que o dinheiro por si só não basta. Países como os do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) desejam transferência de tecnologia, localização industrial e alinhamento com as agendas nacionais de desenvolvimento.
Por isso, em sua visão, o futuro pertence às parcerias, e não à propriedade passiva. O capital deve ser aliado à experiência, às redes de contatos e à execução. Para a próxima fase de crescimento da Ásia, os vencedores serão aqueles que conseguirem combinar capital internacional com talento, tecnologia e conhecimento de produção chineses ou asiáticos.
O conselho final foi pessoal e prático: construa relacionamentos, trabalhe por meio de parcerias e não tenha medo de mudar de direção. O palestrante descreveu sua própria carreira como uma série de saltos oportunos, cada um ligado a um momento histórico diferente. Sua mensagem final foi que a próxima geração deve permanecer adaptável, curiosa e seguir suas convicções em vez da rotina. Em um mundo onde os mercados, a geopolítica e os fluxos de capital estão sendo reescritos, essa talvez seja a estratégia mais duradoura de todas.
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Sobre o autor
Alisa, jornalista dedicada do MPost, é especializada em criptomoedas, IA, investimentos e no vasto campo de Web3. Com um olhar atento às tendências e tecnologias emergentes, ela oferece uma cobertura abrangente para informar e envolver os leitores no cenário em constante evolução das finanças digitais.
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