Especialistas da EY e da Mysten Labs discutem estratégias para a adoção institucional de ativos on-chain no bate-papo informal da HSC Asset Management.
Em Breve
O bate-papo informal da HSC Asset Management em Hong Kong examinou os desafios e as oportunidades para a adoção institucional de ativos digitais, com foco em clareza regulatória, privacidade, liquidez e blockchains públicas versus privadas. DeFi integração e estratégias para implantação de capital on-chain em larga escala.
Em meados de fevereiro, Gestão de Ativos HSC A empresa organizou um evento em Hong Kong que reuniu profissionais do setor para analisar as tendências e oportunidades emergentes no segmento de ativos digitais institucionais. Um dos destaques do dia foi um painel de discussão intitulado "Do Acesso On-chain à Alocação Institucional".
Moderado por Vadim Krekotin de Grupo de Ativos HSC, Paul Brody de EYe Evan Cheng de Mysten LabsA sessão explorou a evolução desde a participação inicial na blockchain até o investimento institucional estruturado. Os principais tópicos incluíram clareza regulatória, o desenvolvimento de infraestrutura robusta e as estruturas operacionais necessárias para apoiar a alocação de capital em larga escala.
A discussão começou com a questão de o que impede as instituições de alocarem capital significativo em blockchain. Os participantes observaram que, embora elementos fundamentais como tokenização, stablecoins, exchanges e estruturas regulatórias estejam em grande parte implementados, o desafio reside na integração desses componentes em sistemas coesos e configuráveis. Uma preocupação central é determinar quais ativos as instituições realmente desejam adquirir em blockchain e compreender as restrições regulatórias que regem sua alocação. Por exemplo, fundos de pensão e fundos soberanos enfrentam limites para investimentos alternativos, criando a necessidade de ativos padronizados com históricos de desempenho verificados para viabilizar uma alocação mais ampla em blockchain.
Privacidade, confidencialidade e configurabilidade
O painel enfatizou particularmente a privacidade e a confidencialidade como fatores críticos na adoção da blockchain. Especialistas explicaram que os sistemas empresariais não devem ser totalmente públicos nem totalmente privados, mas sim configuráveis para atender às necessidades de múltiplos participantes. As soluções devem permitir transações privadas, com a liquidação dos resultados na blockchain, possibilitando que as instituições controlem riscos, mantenham a eficiência e monitorem exposições. A agregação de conhecimento zero (zero-knowledge rollups) e outras tecnologias que aprimoram a privacidade foram destacadas como ferramentas essenciais que viabilizaram transações confidenciais em larga escala na blockchain, solucionando desafios que persistiam há quase uma década.
Liquidez e desenvolvimento do ecossistema on-chain
A liquidez foi identificada como uma barreira fundamental para a adoção institucional. Mesmo com o avanço das soluções de privacidade, a liquidez fragmentada entre diferentes blockchains, plataformas e tipos de ativos continua a complicar as negociações e a integração. Os participantes do painel argumentaram que um ecossistema on-chain totalmente integrado — onde os ativos são liquidados rapidamente e podem ser usados como garantia ou para empréstimos — oferece uma vantagem distinta em relação aos sistemas off-chain tradicionais. Os esforços para alcançar a paridade entre ativos off-chain e on-chain são considerados essenciais para desbloquear todo o potencial do blockchain para investidores institucionais.
Blockchains públicos vs. privados
A discussão também analisou se as blockchains públicas podem funcionar como infraestrutura institucional. Os participantes sugeriram que as blockchains públicas e sem permissão oferecem maior inovação, segurança e eficiência em comparação com as alternativas privadas, que muitas vezes agregam valor limitado em relação aos sistemas de TI convencionais. Comparações históricas com os primórdios da internet ressaltaram que a infraestrutura privada tende a ser restritiva, enquanto as blockchains públicas, abertas e configuráveis, possibilitam operações financeiras escaláveis e automatizadas.
DeFiRisco e Responsabilidade
Os participantes do painel exploraram o papel das finanças descentralizadas (DeFi) para adoção institucional, observando que enquanto DeFi Embora possa gerar rendimento incremental e eficiência operacional, é provável que as instituições o adotem com cautela, após testes extensivos. A responsabilidade dentro dos sistemas on-chain permanece complexa devido à fragmentação, o que enfatiza a importância de modelos híbridos que combinem autocustódia com salvaguardas em camadas, como seguros e controles estruturados.
Olhando para o futuro: Estratégia institucional on-chain
O painel concluiu com orientações para instituições que consideram o engajamento on-chain: comecem com implantações de ativos em pequena escala para adquirir experiência operacional, aprendam com as implementações iniciais e preparem-se para uma automação mais ampla na gestão de ativos. O blockchain é cada vez mais visto como uma camada crítica para sistemas financeiros totalmente automatizados, e as organizações que não o adotarem correm o risco de ficar para trás à medida que a tecnologia evolui.
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Sobre o autor
Alisa, jornalista dedicada do MPost, é especializada em criptomoedas, IA, investimentos e no vasto campo de Web3. Com um olhar atento às tendências e tecnologias emergentes, ela oferece uma cobertura abrangente para informar e envolver os leitores no cenário em constante evolução das finanças digitais.
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