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17 de fevereiro de 2026

Analista afirma que o Bitcoin está entrando em um novo ciclo de acumulação após o pico de volatilidade sinalizar uma mudança de tendência.

Em Breve

As métricas on-chain do Bitcoin indicam uma mudança da distribuição para a acumulação, com o analista Axel Adler Jr. sugerindo que essa fase pode se estender até meados de 2027, caso os padrões históricos se mantenham.

Analista afirma que o Bitcoin está entrando em um novo ciclo de acumulação após o pico de volatilidade sinalizar uma mudança de tendência.

O analista de criptomoedas Axel Adler Jr. publicou uma recente avaliação de mercado indicando que o atual ciclo de baixa começou após o Bitcoin atingir sua máxima histórica de aproximadamente US$ 125,000 em outubro de 2025, com a Entity-Adjusted Liveliness (EALV) fornecendo confirmação. De acordo com a análise, a métrica atingiu seu pico de ciclo de 0.02676 em dezembro de 2025, mostrando sua típica defasagem em relação aos movimentos de preço, e desde então começou a declinar. Historicamente, uma reversão dessa métrica marcou o início de fases de acumulação que duram entre 1.1 e 2.5 anos.

A volatilidade atingiu seu ponto máximo após o pico de preços e agora começou a cair, o que o analista interpreta como uma mudança da distribuição para a acumulação. A discussão não se concentra em saber se um ciclo de baixa começou, mas sim em sua potencial profundidade e duração.

Os dados do indicador de vitalidade ajustado à entidade do Bitcoin mostram uma reversão em relação ao pico de dezembro de 2025, indicando uma transição para a acumulação. A vitalidade ajustada à entidade representa a proporção cumulativa de dias de moeda destruídos em relação aos dias de moeda criados, ajustada para excluir transferências internas dentro da mesma entidade. Embora o Bitcoin tenha atingido sua máxima histórica próxima a US$ 125,000 em outubro de 2025, o indicador continuou subindo por mais dois meses antes de atingir o pico de 0.02676 em dezembro, consistente com o comportamento dos indicadores cumulativos. Desde então, o indicador tem apresentado uma tendência de queda. Em 17 de fevereiro de 2026, a vitalidade estava em 0.02669, com a média de 30 dias em 0.02670, a de 90 dias em 0.02672 e a de 365 dias em 0.02622. O indicador bruto já caiu abaixo das médias de 30 e 90 dias, que agora estão acima dele.

Dois períodos de acumulação anteriores são visíveis nos dados históricos: o ciclo de 2020, que durou 1.1 ano, e o ciclo de 2022–2024, que se estendeu por 2.5 anos. Ambos começaram com o mesmo padrão — uma reversão do pico da métrica seguida por um declínio sustentado, com enfraquecimento do preço posteriormente. A estrutura atual espelha esses ciclos anteriores.

A análise conclui que, se o padrão se repetir, a fase de acumulação provavelmente se estenderá pelo menos até o final de 2026 e, mais realisticamente, até meados de 2027. Um sinal de confirmação fundamental seria a média de 90 dias se inverter para baixo e ficar abaixo da média de 365 dias, em 0.02622. Até que essa inversão ocorra, a possibilidade de uma reinicialização no meio do ciclo, com renovado impulso ascendente, permanece em aberto.

A demanda estrutural pode atenuar o ciclo de baixa do Bitcoin, visto que as métricas apontam para um declínio contínuo e uma fase inicial de acumulação.

Uma comparação com o ciclo de 2022 mostra que, embora o Liveliness se comporte de maneira semelhante, o ambiente de demanda mudou. Os fluxos de entrada de ETFs e a acumulação corporativa agora fornecem um suporte estrutural que estava ausente em 2022. Isso não anula o sinal de ciclo de baixa indicado pelo Liveliness, mas pode reduzir a severidade ou a duração da correção.

Para confirmar uma transição completa para a fase de acumulação, a análise aponta para duas condições: declínio contínuo da vitalidade nas próximas quatro a oito semanas, sem ultrapassar a média de 30 dias, e uma reversão descendente da média de 90 dias, que fique abaixo da média de 365 dias, semelhante aos padrões observados em meados de 2022 e meados de 2020. Até que esses sinais apareçam, a estrutura geral permanece incerta.

O analista conclui que o pico de dezembro de 2025 no Índice de Vitalidade Ajustado por Entidade (Entity-Adjusted Liveliness) sinalizou a conclusão da fase de distribuição de longo prazo para detentores. Naquela época, o bitcoin já havia caído 25% em relação à sua máxima histórica de outubro, de US$ 124,000, e as perdas desde então aumentaram para 45%. Historicamente, essas reversões precederam fases de acumulação que duravam entre um e dois anos e meio, e o ciclo atual parece estar em seus estágios iniciais. Uma mudança na perspectiva exigiria que a média de 90 dias caísse abaixo da média de 365 dias, juntamente com a estabilização do preço acima das mínimas locais. O principal fator que poderia interromper a estrutura de baixa é a demanda sustentada impulsionada por ETFs, o que pode alterar o padrão cíclico tradicional e encurtar o período de acumulação.

No momento da redação deste texto, o bitcoin está cotado a US$ 67,759, refletindo uma queda de 1.54% nas últimas 24 horas. A máxima do dia atingiu US$ 69,903, enquanto a mínima foi de US$ 67,374, de acordo com dados do CoinMarketCap. A capitalização de mercado global de criptomoedas é de US$ 2.33 trilhões, uma queda de 1.03% no mesmo período, com um volume total de negociação de US$ 84.73 bilhões, representando uma diminuição de 9.74%.

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Sobre o autor

Alisa, jornalista dedicada do MPost, é especializada em criptomoedas, provas de conhecimento zero, investimentos e no vasto reino de Web3. Com um olhar atento às tendências e tecnologias emergentes, ela oferece uma cobertura abrangente para informar e envolver os leitores no cenário em constante evolução das finanças digitais.

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